JOVENS PARTICIPAM DE CAPACITAÇÃO PARA PROTEGER A BAÍA DE GUANABARA

Alunos das comunidades Roquete Pinto e da Praia de Ramos navegaram na Baía e conferiram de perto  os efeitos do descarte inadequado de lixo no meio ambiente

Doze jovens das comunidades Roquete Pinto e Praia de Ramos participaram, nesta terça-feira (20/12), da atividade de encerramento da primeira parte do curso de capacitação Protetores da Baía de Guanabara. Eles tiveram uma aula prática sobre o que aprenderam com o projeto De Olho no Lixo, iniciativa da Secretaria do Ambiente que tem por objetivo mobilizar as comunidades para o descarte correto do lixo.

Os jovens navegaram pela Baía de Guanabara e conheceram a Ilha da Pombeba, onde há muito acúmulo de lixo levado pela maré, e também a ecobarreira do Canal do Mangue, uma das 17 barreiras que retêm o lixo flutuante. Segundo levantamento da Secretaria do Ambiente, no mês de Dezembro, 289 toneladas de lixo foram recolhidas pelas 17 ecobarreiras em operação. As maiores quantidades de lixo foram recolhidas nas ecobarreiras do Canal do Cunha (55 toneladas); Rio Meriti (68 toneladas) e Rio Iguaçu (58 toneladas). O acumulado do ano é de 5.134 toneladas de lixo recolhido pelas ecobarreiras.

A primeira turma de jovens participou de um mês de aulas sobre diversos temas, entre eles balneabilidade e descarte de lixo. O coordenador de Relações Institucionais da SEA, Nenem Gouveia, acredita que as aulas e a atividade pedagógica na Baia mudaram a maneira como os jovens encaravam o lixo. “O projeto ajudou a transformar a mentalidade desses jovens. Eles desenvolveram mais responsabilidade sobre o descarte do lixo. Eles agora sabem que isso é um problema de todos nós, que cada pessoa é responsável pela despoluição da Baia”, declarou. A bióloga Iby Montenegro é uma das professoras do curso. Ela concorda que o curso também sensibilizou os adolescentes. “Ao longo do tempo, eles foram se constituindo como turma. Foram se conhecendo e criaram uma identidade entre eles. Agora, já têm um espírito coletivo e pensam em criar ações para replicar para a comunidade o que aprenderam aqui”, completou.

O estudante Carlos Henrique dos Santos, 16 anos, disse que o curso foi fundamental para que ele conhecesse a Baía de Guanabara. “Não sabia que aqui era a Baia de Guanabara. Para mim, era a Maré. Achava que a Baia era muito distante. Agora, estou mais consciente sobre os problemas da poluição e ensinando para a minha família”, declarou. A estudante Rafaela Segundo, 19 anos, participou das aulas e da atividade prática, que considerou essencial para a nova fase do projeto. “Há uma Baía entre nós. É preciso dar visibilidade ao movimento. Vamos pensar em vários caminhos para juntos limparmos a Baia”, finalizou.

A partir de janeiro, os jovens vão se reunir novamente para traçar essas metas de planejamento e, junto com os gestores, elaborarem uma campanha de conscientização de toda a comunidade sobre a importância da destinação correta dos resíduos sólidos. O projeto De Olho No Lixo capacita jovens para atuarem como Protetores da Baía de Guanabara. Após a capacitação, eles irão elaborar um plano de ações de limpeza e de educação ambiental, a partir de um levantamento sobre os principais problemas ambientais de sua comunidade quanto à destinação do lixo.

Como parte das atividades desse plano de ação, serão realizados mutirões de limpeza, principalmente nos manguezais e ilhotas do Canal do Cunha, um afluente da Baía de Guanabara onde está instalada uma  das 17 ecobarreiras da Secretaria do Ambiente. O projeto também oferece aos participantes e à comunidade em geral, atividades complementares de arte  e educação ambiental em moda e música, através dos cursos  Funk Verde, que ensina a produzir instrumentos musicais a partir do reaproveitamento de resíduos sólidos,  e do Ecomoda, que confecciona roupas, bolsas e acessórios a partir de jeans usados, restos de tecidos, retalhos e até banners.

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